09/02/12

Estado americano de Washington aprova casamento gay

A Câmara de Representantes do estado de Washington, no oeste dos EUA, votou nesta quarta-feira (8) uma lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A expectativa é que ela seja promulgada nos próximos dias pela governadora, que se manifestou a seu favor, informaram autoridades.
A governadora Christine Gregoire tem cinco dias para assinar a lei, o que pode transformar Washington no sétimo estado dos Estados Unidos a autorizar o casamento homossexual.
"A lei foi votada por 55 votos a favor e 43 contra", afirmou à AFP um funcionário do escritório de informação da Câmara dos Representantes em Olympia, a capital do estado, no sudoeste de Seattle.
A governadora "tem cinco dias para assinar o texto, depois de tê-lo recebido", completou o funcionário, que não quis ser identificado. "Podemos calcular que receberá o texto em alguns dias", afirmou.
Legisladores de Washington debatem a lei do casamento gay nesta quarta-feira (8) em Olympia, Washington (Foto: AP)Legisladores de Washington debatem a lei do casamento gay nesta quarta-feira (8) em Olympia, Washington (Foto: AP)
Gregoire afirmou no mês passado que era a favor da lei e que a aprovaria se fosse aprovada pelos parlamentares. O Senado estadual já a adotou na semana passada.
A promulgação da lei tornará Washington no sétimo estado dos Estados Unidos a autorizar o casamento homossexual, depois de Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e Nova York, além da capital federal, Washington.
O voto ocorre um dia depois de a corte federal de apelações de São Francisco derrubar a "Proposição 8", que retirou dos homossexuais da Califórnia o direito de se casar, o que tinha sido possível brevemente em 2008.
No entanto, o caso californiano ainda está pendente de uma possível apelação diante da Suprema Corte.

18/05/11

O kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC): Vídeos e Cartilha contra a Homofobia serão destribuidos em escolas públicas

Segundo a Revista Lado A, existe uma discussão desnecessária e polêmica em volta dos vídeos do programa Escola Sem Homofobia por parte de parlamentares evangélicos em todo o país. Assistimos a prévia dos vídeos produzidos pelo Instituo Ecos – Comunicação em Sexualidade -para o Ministério da Educação (MEC) que circulam na internet e não vimos nada que o censure para ser apresentado a estudantes de escolas de ensino médio. O material, bem elaborado, trabalha de forma lúdica o combate à homofobia e apresenta, sem apologias, histórias sobre gays, lésbicas, bissexuais e até de uma transexual. Não há imagem forte ou informação que um estudante de segundo grau não saiba. O mérito do material é despir os preconceitos e mostrar que os LGBTs devem ser respeitados.

De forma didática, o material explica o que é cada segmento e diz que o preconceito não é justo, pois somos todos iguais. O material já foi aprovado pela UNESCO e pelo Conselho Federal de Psicologia. Quando aprovado pelo MEC, será apresentado a alunos de 6 mil escolas por seus professores que serão capacitados para debater o tema em sala de aula. Um grande avanço para a Educação do país que hoje é recordista em assassinatos de homossexuais e registra diariamente agressões homofóbicas.


O material ainda não foi aprovado e está em fase de testes, inclusive com estudantes, para que seja verificado o que os alunos acham do projeto que surgiu após uma pesquisa que indicou que o preconceito e violência contra homossexuais nas escolas estava fomentando a evasão escolar. O bullying homofóbico também é apontado como grande causa de suicídios em adolescentes. Uma cartilha também auxilia os professores no debate do tema em sala de aula, lembrando que a mesma pesquisa, de 2004, constatou alto índice de rejeição aos alunos gays entre os educadores.

Os três vídeos: Probabilidade, Encontrando Bianca e Torpedo trabalham a auto-estima dos estudantes gays e combatem o preconceito na comunidade escolar. Lembramos mais uma vez que os vídeos a seguir estão em fase de teste. Se essas forem as versões finais, podem contar com nosso apoio.



O kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC), que deverá ser distribuído para seis mil escolas de ensino médio do País no segundo semestre deste ano. O material, elaborado para combater o preconceito em instituições de ensino, tem provocado muita polêmica. 
 

Os questionamentos giram em torno dos vídeos que farão parte dos kits a serem distribuídos em escolas que participam do programa “Mais Educação”, do Governo Federal. Os três vídeos, com duração em média de cinco minutos, tratam de temas como transexualidade e bissexualidade. Também faz parte do kit um guia de orientação aos professores.


Atualmente, o kit de combate à homofobia está em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC. Ele faz parte de um convênio firmado entre o MEC, com recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e a ONG Ecos (Comunicação em Sexualidade).
 

19/11/10

Filme sobre gays de terceira idade leva prêmio no Mix Brasil

Carol Almeida
 
Divulgação
Cena de 'Bailão'
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"Fomos educados para ser marginais". Assim, pontual e contundente, um dos personagens de Bailão, filme de Marcelo Caetano, resume bem o comportamento de uma geração de gays que hoje é pouco colocada sob holofote. Com mais de 60 anos, esses homens são protagonistas do documentário que, na noite desta quinta-feira (18), levou o Prêmio Aquisição Canal Brasil no Mix Brasil, no encerramento da 18ª edição do festival.
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Bailão, que já havia recebido o troféu de Melhor Curta no Cine PE deste ano, faz um recorte elegante de gays cujo despertar da sexualidade foi condicionado a um contexto de intolerância e patrulhamento que, se ainda existem hoje, eram bem mais pronunciados nos anos da ditadura militar. Para tanto, parte da festa que dá título ao filme, baile que acontece há 15 anos no Centro de São Paulo.
Com o prêmio do Canal Brasil, Marcelo Caetano leva R$ 15 mil, mais a garantia de exibição do filme no próprio canal. Este ano, mais uma vez, o Terra participou da comissão julgadora do prêmio.
O prêmio Aquisição Canal Brasil é entregue nos mais importantes festivais de cinema do País e tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, focando assim sua atenção nos curta-metragistas.
Os filmes que concorrem são sempre aqueles mais votados pelo público de cada festival. Este ano, os curtas que concorreram no Mix Brasil, além de Bailão, foram: Eu Não Quero Voltar Sozinho, Aviário, O Capitão Chamava Carlos e O Bolo.
 
Redação Terra

04/11/10

Jornal de Uganda pede o enforcamento de gays e lésbicas

Após a matéria, ativistas estão sofrendo ameaças no país


Um jornal de Uganda, cujo nome por incrível que pareça é “Rolling Stones” – mas em nada tem a ver com a revista americana-, publicou no começo do mês uma lista com 100 nomes de gays e lésbicas que vivem no país. Ao lado, exibia a seguinte frase: “enforque-os”.
Lésbica assumida desde os 12 anos, Julian Pepe, 29, que é coordenadora do Programa de Minorias Sexuais da Uganda, disse que está inconformada com a reportagem e decepcionada com seu país.

“Eles estão nos aterrorizando e pedindo nossa morte. Algumas dessas pessoas [homossexuais citados na lista] já foram atacadas. Estamos tendo que mudar de casas e deixar nossos empregos”, afirmou em entrevista à CNN.

Giles Muhame, editor do jornal, afirmou que a matéria foi publicada justamente pra isso: auxiliar as autoridades na prisão de gays e lésbicas.

No ano passado, o deputado David Bahati apresentou uma medida que exige a pena de morte ou prisão perpétua para homossexuais. Devido a um protesto internacional, a proposta segue arquivada.

Por Dykerama

Justiça do Rio dá direito de herança à professora lésbica

Após morte de companheira, professora entrou na Justinça por direito a imóvel

Através da 19ª Vara Criminal, o Tribunal de Justiça do Rio reconheceu a união homoafetiva entre duas professoras.

Juntas há 11 anos, a morte de Julia, em razão de um infarto fulminante, fez com que Valéria recorresse à Justiça pela herança do único bem do casal, um apartamento em Campo Grande, Zona Oeste.

Valéria contou que trabalhavam como professoras e dividiam as despesas do lar e do dia a dia de acordo com situação financeira de cada uma.

Para o desembargador Ferdinaldo Nascimento, “Valeria e Julia não se uniram com affectio societatis e sim a partir de laços de amor, afeto e intimidade com o único objetivo de formar uma entidade familiar". Sendo assim, Valéria tem total direito ao imóvel.

Menino de 5 anos se monta de Daphne, do "Scooby-Doo", e mãe aprova

Uma das personagens mais "travestis" de todos os tempos é Daphne, a estilosa heroína da turma do Scooby-Doo, clássico dos desenhos animados. Quem nunca sonhou em se montar como ela? Pois o menino Boo, de 5 anos, realizou a proeza.

O evento aconteceu nos EUA. O garoto é fã do desenho e pediu à mãe para se fantasiar como Daphne, e assim compareceu à festa de Halloween de sua pré-escola católica. A mãe do menino descobriu que os coleguinhas do filho não se incomodaram, e sim os pais deles.

A mãe de Boo escreve no blog Nerdy Apple Bottom, e contou mais sobre o caso. Ela afirma que o filho passa bastante tempo com mulheres, e nada mais natural do que querer se vestir como uma. Mas as mães das crianças da escola não pensam assim.

Segundo escreveu no blog, uma das mães criticou a decisão, dizendo que Boo não deveria ter sido autorizado a se vestir daquela forma, e que seria ridicularizado na escola. "Minha resposta a isso: as únicas pessoas que parecem ter um problema com isso são as mães", escreveu a mãe de Boo.

E escreveu mais: "Se você acha que permitir meu filho a ser um personagem feminino no Halloween vai fazer dele um gay, você é idiota. Primeiro, que ideia ridícula. Segundo, se meu filho é gay, OK. Vou amá-lo do mesmo jeito. Terceiro, não estou preocupada se o seu filho vai crescer e se tornar um ninja, então me deixa". Arrasou, mãe do Boo.

Por A Capa
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