17/07/09

Nova lei de adoção abre espaço para casais gays

A nova Lei Nacional de Adoção, aprovada nesta quarta-feira (15/07) no Senado, poderá dar aos casais homossexuais o direito de adotarem crianças.

De acordo com informações do jornal "O Estado de S. Paulo", o texto, que aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece o conceito de "família extensa", isto é, a criança terá a chance de ficar com parentes próximos (como avós, tios e primos) com os quais convive ou mantém vínculos de afinidade e ou afetividade.

Ainda segundo o "Estado", o projeto propõe, entre outras coisas, a redução do tempo de permanência nos abrigos, que deverá ser, no máximo, de dois anos, e a desburocratização do processo de adoção, unificando as regras em todo o país. Em relação à adoção por casais do mesmo sexo, o texto não faz qualquer restrição e, segundo os senadores, caberá aos juízes avaliarem caso a caso.

Para estarem aptos à adoção, a nova lei exige que os interessados sejam maiores de 18 anos, independentemente do estado civil, e, no caso de adoção conjunta, devem ser casados civilmente ou estarem em união estável.

O texto aprovado é um substitutivo da Câmara a um projeto (nº 314/04) de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE). O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) foi o relator

http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=8766&target=_self&titulo=Nova+lei+de+ado%E7%E3o+abre+espa%E7o+para+casais+gays

"Não é uma história de amor gay", diz diretor do filme "Do Começo ao Fim"

O diretor Aluizio Abranches disse em entrevista à edição de julho da revista gay DOM que o longa "Do Começo ao Fim" não pode ser considerado uma história de amor gay.

"Mesmo a palavra homossexualidade, por exemplo, não existe no filme. Ninguém diz que é gay ou homossexual. Não é uma história de amor gay. É uma história de amor e ponto", disse o diretor, para quem o filme pode ajudar muitos gays a se assumirem. "A trama não tem sangue, violência, não acaba em desgraça nem mostra homofobia. Se isso acontecer, se o filme contribuir para que os jovens gays vivam felizes com sua orientação sexual, eu já estarei realizado."

Previsto para estrear no final de agosto, "Do Começo ao Fim" apresenta uma relação incestuosa entre dois irmãos. No longa, Gabriel Kaufmann, de apenas 7 anos, interpreta Thomas, que mantêm uma relação de afeto por seu irmão Francisco (Lucas Cotrin). Mais velhos, os dois descobrem que, mais do que carinho entre dois irmãos, o que eles sentem é amor. No elenco, estão Júlia Lemmertz e Fábio Assunção, como pais dos meninos, além de João Gabriel Vasconcellos e Rafael Cardoso, que vivem os garotos na fase adulta.

Na entrevista à DOM, Abranches conta ainda que a inspiração para "Do Começo ao Fim" veio da leitura de "Os Maias", romance de Eça de Queiroz. "Adorava 'Os Maias' e achava fascinante aquela história dos irmãos. Só que eu lia e relia o texto e sempre torcia para um dia dar certo, para que eles ficassem juntos", lembrou o diretor, que revelou ter enfrentado dificuldades na hora de captar recursos para o filme. "Tanto que os nossos dois patrocinadores principais pediram para não serem citados", disse. "Mas ainda está faltando dinheiro, e fizemos muitos empréstimos bancários e pessoais que teremos que pagar em breve."

A edição nº 15 da revista traz também um ensaio com o ator Julio Rocha, o Edgard da novela "Caras & Bocas", além de matérias sobre saúde, beleza e comportamento, entre outros assuntos.


10/07/09

Vídeo flagra pancadaria durante Parada Gay de SP

Imagens mostram agressões durante evento ocorrido no domingo (14).
Secretaria diz que só um caso de lesão corporal foi registrado na Parada.

Do G1, com informações do SPTV



Um vídeo, divulgado nesta quinta-feira (18), mostra algumas cenas fortes de violência durante a Parada Gay de São Paulo, ocorrida no domingo (14) na região da Avenida Paulista. O evento reuniu, de acordo com a organização, 3,1 milhões de pessoas.

Veja o site do SPTV

Imagens de empurra-empurra foram registradas em um trecho estreito de passagem de via. O vídeo foi gravado da sacada de um prédio na Avenida Paulista. De uma hora para outra, começa uma briga. Os participantes são separados, mas o aperto continua. Até que começa outra confusão. Vários homens contra um, que é violentamente agredido. Ele fica desacordado no chão e ninguém faz nada para ajudar. Até que chegam a polícia e o resgate e ele é levado de maca.

Em outro momento, um grupo troca socos e só para quando alguém joga spray nos rapazes. A Secretaria da Segurança Pública diz que apenas um caso de lesão corporal, ou seja de agressão, foi registrado durante a Parada Gay.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1199179-5605,00-VIDEO+FLAGRA+PANCADARIA+DURANTE+PARADA+GAY+DE+SP.html

Americano ganha na Justiça direito de ficar no Brasil por manter união gay

Normalmente, permanência é concedida a casais heterossexuais.
União ainda pode recorrer da decisão.

Fernanda Calgaro Do G1, em São Paulo

Foto: Joazimar S. Oliveira/O Popular/AE

Foto: Joazimar S. Oliveira/O Popular/AE

Zemir Magalhães, 38, e Christopher Woodward Bohlander, 48, estão juntos desde 1998 (Foto: Joazimar S. Oliveira/O Popular/AE)

Um americano ganhou na Justiça o direito de permanecer legalmente no Brasil por manter uma união estável homoafetiva com um mato-grossense. Normalmente, o visto de permanência é concedido a estrangeiros casados com brasileiros, mas numa relação heterossexual.


A relação de Christopher Woodward Bohlander, 48, e Zemir Moreira Magalhães, 38, já dura 11 anos. Primeiro, eles precisaram comprovar que formavam um casal, o que foi reconhecido pela Justiça de Goiás em maio de 2008. O passo seguinte foi entrar com uma ação na Justiça Federal para garantir a permanência de Bohlander no país. Atualmente, o casal vive em Goiânia.


A sentença favorável, emitida pelo juiz Emilson da Silva Nery, da 8ª Vara da Seção Judiciária do estado de Goiás, saiu no final de junho. Com isso, o americano poderá viver legalmente no país. A União ainda pode recorrer da decisão.


Magalhães contou ao G1 que ele conheceu o parceiro em janeiro de 1998. Após um ano e meio de namoro, foram morar em Chicago (EUA). “Como o meu visto expirou, decidimos voltar ao Brasil porque achávamos que aqui seria possível obter o visto permanente para ele”, lembra Magalhães.

Chegaram de volta ao país em 2006, mas demoraram para encontrar um advogado que pegasse a sua causa. “Na verdade, todos os profissionais com quem conversávamos nos diziam que não sabiam que seria possível. Depois de muito tempo, encontramos um advogado que se dispôs a nos ajudar.”


“Resolvi apostar numa decisão que levasse também em consideração a união entre duas pessoas do mesmo sexo”, afirma advogado Yuri de Oliveira Pinheiro Valente, de 28 anos. Em maio de 2008, veio o reconhecimento na Justiça, mas o americano ainda estava ilegal e corria o risco de pagar multa e ser até expulso do país.


“Nesse período em que o Christopher ficou ilegal, foi muito estressante. Eu precisava até dirigir o carro para ele porque ele não tinha carteira de motorista. Ele também precisou fazer uma cirurgia e nem pude ficar com ele. Foi muito difícil”, conta Magalhães.


Em outubro de 2008, entraram com o pedido de permanência com base na união estável. Uma decisão liminar foi concedida e Bohlander pôde aguardar legalmente no país até sair a sentença, o que aconteceu no final de junho.


“Foi uma grande vitória. Nós estávamos assistindo ao jogo de futebol entre Brasil e Estados Unidos quando o advogado nos ligou para contar. Nem acreditamos. Demorou até cair a nossa ficha”, afirma. “As nossas famílias estão comemorando muito. E quisemos contar a nossa história justamente para servir de exemplo para outros casais na nossa situação.”


Para o advogado do casal, a decisão é inédita e representa um avanço muito grande. “O Judiciário está dando provas de que a legislação precisa acompanhar as mudanças da sociedade.”

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1224633-5598,00-AMERICANO+GANHA+NA+JUSTICA+DIREITO+DE+FICAR+NO+BRASIL+POR+MANTER+UNIAO+GAY.html


02/07/09

Mutantes de quadrinhos da Marvel saem do armário e se beijam


Os personagens dos quadrinhos Marvel, Rictor e Shatterstar, da série X-Factor, saíram do armário. Lançada na semana passada, a página final de X-Factor#45, mostra Shatterstar em transe, quando Rictor lhe tira dessa situação e diz: "Sim, sou eu, cara. Está tudo bem. Não interessa o que aconteceu. Vai ficar tudo bem". Logo em seguida, os dois se abraçam e se beijam.

Atuando sempre juntos nos quadrinhos, Rictor (criado na X-Factor original, em 1987) e Shatterstar (criado na série New Mutants, em 1991) sempre levantaram suspeitas nos fãs sobre uma possível homossexualidade entre os persongens.

Nesta edição #45, Peter David, o escritor de X-Factor, confirma finalmente as suspeitas

http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=8635&titulo=Mutantes+de+quadrinhos+da+Marvel+saem+do+arm%E1rio+e+se+beijam

Índia derruba lei que proíbe e criminaliza o sexo entre gays


A Alta Corte da capital da Índia, Nova Délhi, decidiu que as relações sexuais consentidas entre adultos do mesmo sexo devem deixar de ser crime no país. A corte considerou a lei discriminatória e uma "violação dos direitos fundamentais".

A decisão reverte uma lei de 148 anos que havia sido herdada do tempo em que o país era uma colônia britânica e que qualificava sexo entre indivíduos do mesmo gênero como "um atentado contra a natureza".

Relações sexuais entre gays eram passíveis de multa ou uma punição de até dez anos de cadeia.

O correspondente da BBC na Índia, Soutik Biswas, disse, contudo, que a decisão judicial poderá ser contestada pois os valores sociais conservadores ainda são fortes no país.

Discurso
Gays estão sujeitos a ser discriminados e perseguidos diariamente na Índia. E a descriminação pode abrir caminho para uma mudança de discurso em um país onde sexo, de maneira geral, é assunto delicado. Segundo Biswas, até falar sobre o assunto pode ser um tabu.

Defensores dos direitos dos gays em todo o país saudaram a decisão do tribunal em Délhi e disseram que este é o "Stonewall da Índia", em uma referência a uma rebelião provocada por uma batida policial em 1969, no bar gay Stonewall, em Greenwich Village, Nova York, que marcou o lançamento do movimento pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos e no mundo.

"Eu acredito que o que vai acontecer agora é que poderemos reclamar muito dos direitos fundamentais e civis que nos foram negados", disse à BBC o advogado e ativista Aditya Bandopadhyay, acrescentando que a decisão restora a sua "fé no Judiciário".

Outro ativista destacado, Ashok Row Kavi, editor da primeira revista para gays do país, elogiou a decisão judicial mas disse que o preconceito contra homossexuais vai continuar.

"O estigma social vai persistir. É uma longa batalha. Mas a decisão vai ajudar na prevenção da propagação do vírus HIV (que causa a Aids). Agora homens gays podem ir ao médico e falar sobre os problemas deles. Vai ajudar a impedir intimidação em delegacias."

Igreja
Mas a reversão da antiga lei incomodou outros grupos. Segundo o correspondente da BBC em Nova Délhi Chris Morris, líderes religiosos hindus, muçulmanos e cristãos se disseram contra a legalização do sexo entre homossexuais.

Em 2004, o governo da Índia se opôs a uma petição legal que buscou legalizar o homossexualismo, mas o documento foi rejeitado pelo tribunal de Délhi.

Grupos de direitos de cidadãos e a Organização Nacional para o Controle da Aids (Naco, um órgão do governo da Índia) exigiram que o homossexualismo fosse legalizado.

Estima-se que mais de 8% dos homens homossexuais na Índia sejam portadores do vírus HIV, em comparação a menos de 1% na população do país.

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01/07/09

Cartilha de conscientização gay elaborada por blogueiros é lançada na internet


Há cerca de um mês o site A Capa publicou entrevista com o advogado e jornalista Thiago Magalhães, responsável pelo blog Introspecthive.

Um teclado na mão e uma ideia na cabeça, o rapaz reuniu um grupo de cinco blogueiros para desenvolver uma espécie de cartilha com ideias para quem tem vontade de colaborar com a luta pelos direitos da comunidade LGBT mas não quer atuar no movimento "tradicional".

No último domingo, 28 de junho, data em que se celebrou o dia do Orgulho Gay e os 40 anos de Stonewall, a cartilha então veio à luz na forma de um blog. Intitulada 30ideias, a página traz tópicos que trazem dicas úteis como onde procurar ajuda em casos de discriminação e ideias simples como ser solidário com um amigo que acabou de sair do armário.

As ideias do coletivo de blogueiros estão dividas em categorias, como "assuma-se", "oriente-se", "defenda-se". Cada uma delas trata de temas específicos como autoestima, política, direitos e até sexo e drogas.

O blog traz ainda uma série de links sobre órgãos onde encontrar informações ou redes de apoios, como os Centros de Referência em Combate à Homofobia, espalhados pelo país e entidades como o Grupo de Pais de Homossexuais - o GPH - e a DECRADI - Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Sem ser chata ou "militante", a cartilha foge também de conservadorismos, polianice ou julgamentos de moral. Uma das ideias orienta aos leitores a usarem camisinha quando saírem para fazer pegação, e dá a dica útil de como agir se for pego fazendo sexo em local público

http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=8627&target=_self&titulo=Cartilha+de+conscientiza%E7%E3o+gay+elaborada+por+blogueiros+%E9+lan%E7ada+na+internet+

Canal Futura suspende comercial com a frase "opção sexual"


O Canal Futura decidiu suspender uma das peças publicitárias de sua nova campanha, intitulada "Perguntas", veiculada, além de comerciais, por meio de anúncios impressos e spots.

Em um dos trechos do comercial, lançado no começo de junho, uma voz em off diz: "Até hoje os cientistas discutem como a vida começou, se a opção sexual (sic) é definida pela genética e por que você boceja quando alguém boceja..."

A frase "opção sexual" chamou a atenção do leitor do site A Capa, Rogério Almeida Alves, do Rio de Janeiro, que escreveu para a Fundação Itaú Social, uma das empresas mantenedoras do Canal Futura.

Em resposta ao leitor, Luiz Henrique Gomes, superintendente do Itaú Social, diz que enviou a reclamação à Fundação Roberto Marinho, responsável pela peça publicitária, informando que ela já havia constatado "a inadequação do seu conteúdo". "A Fundação Roberto Marinho já está providenciando o cancelamento de sua veiculação e nova peça está sendo produzida", escreveu o superintendente.

No e-mail enviado às empresas parceiras do canal, Rogério Alves escreveu que o comercial "traz uma ofensa à sexualidade humana", sugerindo que a peça fosse alterada ou até mesmo retirada do ar, "em prol dos ignorantes e daqueles que se sentem ofendidos com esse tipo de publicidade".

Produzido pela agência FNazca, com criação de Carlos Di Celio e Rafael Genu e direção de Fabio Fernandes e Carlos Di Celio, o filme "Perguntas" narra a trajetória das principais dúvidas humanas: filósofos que buscam entender quem somos e criar uma série de teorias para responder para onde vamos, economistas assombrados frente às crises, cientistas curiosos acerca do funcionamento do cérebro etc.

Segundo o Canal Futura, a proposta é "instigar as pessoas a refletir e a questionar sobre o mundo que as cerca e sobre a vida".

Abaixo, você assiste ao comercial que está sendo reformulado.




Fonte: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=8623&titulo=Canal+Futura+suspende+comercial+com+a+frase+%22op%E7%E3o+sexual%22