27/04/09

Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul reconhece união gay




Foi aprovada ontem (23/04) a medida que permite a inclusão no seguro saúde de parceiros do mesmo sexo no estatuto da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems).

"Nós vínhamos recebendo solicitações tanto judiciais quanto administrativas, então decidimos colocar em pauta a questão. Não vejo nenhuma polêmica nisso, pois é uma tendência na sociedade", declarou o presidente da Cassems, Lauro Sérgio Davi.

Antes da aprovação, a questão foi debatida e recebeu quatro votos contrários e duas abstenções. Cerca de quinhentas pessoas foram favoráveis às mudanças.

Para o servidor sul-mato-grossense incluir seu parceiro no plano de saúde da Caixa de Assistência terá que comprovar a união homoafetiva por meio de uma certidão civil de União, que pode ser obtida nos cartórios de Mato Grosso do SuL.


http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=7939&titulo=Caixa+de+Assist%EAncia+dos+Servidores+de+Mato+Grosso+do+Sul+reconhece+uni%E3o+gay

Mãe é presa na Escócia por agredir filho gay

Na Escócia, a mãe do jovem Stuart O'Neill, 16, Celia Dunca, de 42 anos, foi presa por agredir seu filho, que é gay assumido. Segundo Stuart, a agressão teve caráter homofóbico, pois sua mãe não aceita sua homossexualidade.

"Minha mãe não gostava do fato de eu ser gay. Ela me disse para parar de ser gay ou sair de Aberdeen", revelou Stuart.

Celia enviou também, por celular, mensagens homofóbicas ao filho e o agrediu quando ele estava acompanhado de seu namorado. "Eu realmente me sinto traído pela minha mãe. O que ela disse para mim foi vil e doloroso."

Depois de confessar a agressão e ser ouvida na delegacia de Aberdeen, Celia Dunca pagou uma multa de R$ 750,00 e foi liberada

http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=7932&titulo=M%E3e+%E9+presa+na+Esc%F3cia+por+agredir+filho+gay

Universidade Federal de Minas Gerais discute homofobia na Educação


Sob o tema "A escola está preparada para lidar com a diversidade sexual em sala de aula?" a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebe o seminário de encerramento do Projeto Educação sem Homofobia. O debate será realizado na quinta-feira (30/04) das 8h30 às 21h30.

Será realizada a mesa redonda "Projetos de combate a homofobia na educação". Deste debate irão participar o professor Alexandre Bortolini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Pocahy, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGS), e fechando a mesa, o pesquisador do INEP Rogério Junqueira.

Além dessa discussão, outra que será promovida é a respeito do movimento LGBT, professores e diretores escolares da educação infantil, do ensino fundamental e médio. Essa roda de conversa finaliza o primeiro curso de capacitação de educadores do Projeto Educação sem Homofobia, que ocorreu de abril a dezembro de 2008 e atendeu cerca de 240 professores da rede municipal de Belo Horizonte.

O programa foi coordenado pelo núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG e financiado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC).

Segundo o coordenador geral do projeto, Marco Aurélio Máximo Prado, professor de psicologia da UFMG, "o objetivo do Educação sem Homofobia foi colocar o tema das homossexualidades e das transexualidades no centro do processo de formação de alunos e educadores e apontar para a importância da universidade repensar suas práticas e formas de ensino à luz dos direitos humanos e sexuais".

Vale lembrar que a UFMG foi palco de violência homofóbica no começo desse ano. Confira o caso aqui e aqui.


http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=7944&titulo=Universidade+Federal+de+Minas+Gerais+discute+homofobia+na+Educa%E7%E3o

16/04/09

Diretor procura lésbicas para documentário

Projeto vai integrar coletânea que se transformará em longa-metragem; saiba como participar

Por Redação
Publicado em 14/4/2009 às 00:41






Crédito: Divulgação
Cena de Fucking Different Tel Aviv





O cineasta paulistano Ricky Mastro está a procura de casais de lésbicas que queiram participar de seu mais novo documentário, que começa a ser rodado ainda este mês.

"A ideia do projeto é falar sobre um estereótipo gay invertido que era o ideal romântico lésbico que eu sempre quis ter, mas que na cultura gay é muito difícil de achar", diz Ricky.

Intitulado “Lésbicas Fiéis”, o filme faz parte do projeto Fucking Different São Paulo. O documentário e outros onze vão compor uma coletânea que se transformará em um longa-metragem que vai integrar a programação do Festival Mix Brasil no segundo semestre e depois viajará o mundo.

Em 2009, o projeto Fucking Different Tel Aviv participou do Festival de Berlim. Nova York e Berlim também já sediaram o projeto. Este ano, a cidade escolhida foi São Paulo.

Ricky Mastro é diretor e roteirista do curta “Cinco Minutos”, que integrou a programação do Festival Mix Brasil no ano passado e que atualmente percorre diversos festivais internacionais.

Para saber mais sobre o projeto “Lésbicas Fiéis” acesse www.lesbicasfieis.com.br.


Por Dykerama

Assassinatos de gays crescem 55% em 2008, diz relatório

Um relatório do Grupo Gay da Bahia aponta que 190 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2008, o que representa um aumento de 55% em relação ao ano anterior, que teve 122 homicídios.

Segundo o levantamento, Pernambuco é o Estado mais violento, com 27 assassinatos, e o Nordeste, a região mais perigosa - um gay nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que nas regiões Sudeste e Sul.

O estudo mostra que 13% das vítimas tinham menos de 21 anos e predominam os travestis profissionais do sexo, cabeleireiros, professores e ambulantes. O Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos, seguido do México, com 35 assassinatos em 2008, e Estados Unidos, com 25.

De 1980 a 2008, foram documentados 2.998 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 35% (1.168 casos) a partir de 2000.

Os dados baseiam-se em notícias de jornal e internet, já que não existem estatísticas governamentais sobre crimes de ódio no Brasil. Os dados do relatório são creditados e citados pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos e pelo Departamento de Estado dos EUA.



Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3705617-EI5030,00-Assassinatos+de+gays+cresce+em+diz+relatorio.html

13/04/09

Ator de 7 anos interpreta personagem gay apaixonado por irmão em filme brasileiro





O ator Gabriel Kaufmann, que interpretou Francisco, neto da vilã Marta (Lília Cabral) na novela Páginas da Vida, na Globo, vive seu primeiro personagem homossexual no filme Do Começo ao Fim, de Aluisio Abranches, que estreia em 2009.

No longa, Gabriel dá vida a Thomás, uma criança que, sem ter consciência do que sente ou faz, interessa-se pelo irmão Francisco (Lucas Cotrim), de seis anos. Júlia Lemmertz e Fábio Assunção interpretam Julieta e Alexandre, os pais dos meninos.

A sinopse do filme aponta que o personagem de Gabriel viverá, quando adulto, uma relação incestuosa com o irmão.

"Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de seis anos. Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais. (...) Mais tarde, quando Francisco tem 27 anos e Thomás 21, Julieta morre repentinamente em um acidente de carro. Francisco e Thomas se tornam amantes e vivem uma extraordinária história de amor".

Denise Kaufmann, a mãe do jovem ator, disse ao site O Fuxico, que não teve problema algum em deixar seu filho interpretar um personagem denso e polêmico.

"Os irmãos se apaixonam, mas o filme não mostra nada de concreto entre os dois enquanto são crianças, nenhum contato físico. Todo o amor que ele sente pelo irmão mais velho é apenas insinuado. Eu não poderia proibi-lo de fazer esse filme, primeiro porque seria um preconceito bobo de minha parte e, segundo, pelo fato de o longa ser muito delicado e belíssimo", explicou



http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=7841&target=_self&titulo=Ator+de+7+anos+interpreta+personagem+gay+apaixonado+por+irm%E3o+em+filme+brasileiro

"Saúde pública não pode mais ignorar travestis", diz Drauzio Varella em artigo na Folha




Apesar de cometer alguns equívocos, por exemplo, de chamar as travestis de homens e tratá-las no masculino e, também colar nelas a imagem de que são pessoas sempre a margem da sociedade, o médico Drauzio Varela, famoso por suas participações em programas como o dominical "Fantástico" escreveu ótimo artigo ao jornal Folha de São Paulo na edição de sábado (11/04). O texto abre dizendo que "de todas as discriminações sociais, a mais pérfida é a dirigida contra os travestis".

Para o médico, "se fosse possível juntar os preconceitos manifestados contra negros, índios, pobres, homossexuais e outras minorias da sociedade, a somatória não resvalaria os pés do desprezo virulento que a sociedade manifesta pelos (sic) travestis". Drauzio segue e questiona: "Quem são esses jovens travestidos de mulheres fatais, que expõem o corpo com ousadia nas esquinas da noite e na beira das estradas?".

O médico aceita que há uma diversidade que os distingue, porém acredita que "todos tem em comum a origem: são filhos das camadas mais pobres da população". Em seguida, Varella reflete a respeito da homossexualidade e afirma ser ela "tão velha quanto a humanidade", mas garante que as travestis "só aparecem nas famílias humildes".

Ao afirmar que as travestis são uma minoria da minoria e que apenas surgem em famílias humildes ele pinta um possível retrato da infância e da juventude dessas personagens. Para ele, essas travestis "foram meninos com jeito afeminados que, se tivessem nascido entre gente culta e com posses, poderiam ser profissionais liberais, artistas plásticos empresários, costureiros, atores de sucesso".

Aí o autor do artigo volta a colocar a questão da pobreza e afirma que nesse meio a ignorância reina. Portanto, acredita que "por terem nascido no meio da pobreza e da ignorância, experimentaram toda a sorte de abusos: foram xingados nas ruas, ridicularizados na escola, violentados pelos mais velhos, ouviram cochichos e zombarias por onde passaram e apanharam de pais e irmãos envergonhados".

Sendo assim, Drauzio Varella faz a sua matemática social e chega no resultado de que, por terem nascido "em ambiente tão hostil, poucos conseguem concluir os estudos elementares" e depois questiona "quem da emprego para homossexual pobre?". Para ele, o máximo que os homossexuais (ou travestis?) conseguem é "lugar de cozinheiro em botequim, varredor de salão na periferia ou atividade semelhante sem carteira assinada".

Após pintar este cenário "animador", Drauzio acredita que "uma vez na rua, todo travesti é considerado marginal perigoso, sem nenhuma chance de provar o contrário". "Poder ser preso a qualquer momento, agredido ou assassinato por algum psicopata, que nenhum transeunte moverá um dedo em sua defesa", constata o médico.

Após traçar o cenário urbano das travestis, Drauzio faz recorte para a questão da saúde, onde afirma não existir nenhum "serviço de saúde com endocrinologista para orientá-lo a respeito dos hormônios femininos que tomam por conta própria". A respeito do silicone, Drauzio aponta que pelo fato não terem dinheiro, as travestis fazem uso do mesmo sem acompanhamento médico e o que é pior, usam "silicone industrial comprado em casa de mateiriais de construção, injetado por pessoas despreparadas, sem qualquer cuidado de higiene".

Por fim, o médico conclama que os "hospitais públicos deveriam ser obrigados a criar pelo menos um posto de atendimento especializado nos problemas médicos mais comuns entre os travestis". "A Saúde pública não pode continuar dando as costas para essa minoria de homens (sic), só porque eles decidiram adotar a identidade feminina, direito de qualquer um. Quem somos nós para condená-los?", finaliza o médico.

Thammy Gretchen lança energético gay

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Thammy Gretchen estaria se preparando para lançar no mercado uma marca de bebida energética voltada para LGBT.

E para marcar a chegada do “Pride”, Thammy disse ao site Ego que pretende trazer a DJ Samantha Ronson e sua namorada (?) Lindsay Lohan para a festa de lançamento, que rola em 22 de maio no hotel Cambridge, em São Paulo.

“O ‘Pride’ leva a bandeira gay e acho que elas são um casal que representa bem essa bandeira. Pensamos em trazer a Samantha para tocar na festa que vai acontecer no hotel Cambridge, em São Paulo, juntamente com a presença de Lindsay”, disse Thammy.

Fonte: Mix Brasil

Governador de NY quer votação sobre casamento gay

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O governador do estado norte-americano de Nova York, David Paterson (foto), quer que o Senado estadual coloque a permissão para o casamento gay em sua pauta de votação. O político disse saber que a lei enfrentará resistência, mas afirmou ser importante discutir o tema.

O texto que permitiria o casamento homossexual passou na Assembleia de Nova York em 2007, mas foi barrada no Senado, que na época era controlado pelos Republicanos.

A casa está agora sob controle dos Democratas, mas o líder Malcolm A. Smith afirmou que sua bancada não terá forças para aprovar o texto e que, por isso mesmo, não colocará o tema em votação.

O governador David Paterson insiste na votação, mesmo que seja um gesto simbólico: “Se não houver votos necessários para a aprovação, traremos o assunto de volta”, disse Paterson.

Fonte: Mix Brasil

Curta brasileiro participa de Festival de Cinema Latino Gay em Miami

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O 1º Festival de Cinema Latino Gay, que será realizado em Miami entre 16 e 19 de abril, contará com o curta-metragem brasileiro Brincos de Estrela, de Marcela Bertoletti. O festival terá filmes de vários países da América Latina, Europa e dos Estados Unidos, informaram os organizadores na última quarta-feira, dia 8 de abril.

O diretor executivo do evento, Jim Dobson, explicou que a mostra preenche “um vazio na comunidade gay latina da Flórida. O grande apoio que recebemos de todas as partes do mundo é esmagador”, disse.

O carioca Brincos de Estrela conta a história da descoberta do amor entre duas melhores amigas. A trama utiliza as paisagens do Rio de Janeiro para contar os medos da personagem que vive e narra a evolução desse sentimento

Fonte: G Online